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7 erros de manutenção muito comuns entre bikers, e como evitá-los

7 erros de manutenção muito comuns entre bikers, e como evitá-los

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  BikeForce colaborou com este post!

Conversamos com os mecânicos da BikeForce, Eduardo Campos e Reinaldo Freesz, para entender quais são os erros mais comuns cometidos por ciclistas de todos os níveis.

A BikeForce é uma oficina especializada em manutenção de bicicletas, autorizada de marcas como Caloi, Cannondale, GT, Shimano, RockShox, Magura, entre outras, na cidade de Juiz de Fora – MG.

Nesta conversa ele nos revelaram várias más condições encontradas nas bicicletas que chegam na oficina. Erros que muitas vezes são cometidos por desconhecimento, ou da oficina que fez manutenção na bicicleta anteriormente, ou até mesmo do próprio usuário, que negligencia práticas básicas de configuração da sua própria bike.

De todos estes erros, em consenso com a equipe de mecânicos da BikeForce, elegemos aqueles que podem trazer mais problemas e prejuízos para bikes e ciclistas.

O melhor de tudo é que colhemos informações bem importantes sobre como resolver estes problemas.

Acompanhem e aprendam… ficou bem legal!

Excesso de pressão nos pneus

Um pneu mal calibrado pode ser a diferença entre uma pedala confortável ou uma pedalada sofrível!

Cada tipo de pneu, cada tipo de terreno, requer uma calibragem específica. Se você simplesmente bombar seu pneu até ele inflar sem se preocupar com a pressão interna, com certeza irá sofrer. Outras coisas podem ocorrer: furos, redução de vida útil e até mesmo quedas. Pneus mal calibrados comprometem a aderência, e isto pode ser muito perigoso.

-“A dica é conhecer a tabela de calibragem específica do seu modelo que varia de acordo com diversos fatores: largura do pneu, peso do ciclista, uso ou não de sistema sem câmara, etc”, ensina Eduardo Campos, mecânico e sócio da BikeForce.

Mas no final das contas o que mais vai contar é a sua experiência adquirida. Teste várias configurações até encontra a sua ideal.

Bicicletas sujas

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A cada pedalada sua bicicleta armazena sujeira. Um dos erros dos ciclistas é achar que a limpeza deve ser realizada somente quando a bike vai para a revisão na oficina. Esta prática pode reduzir muito a vida útil dos componentes.

A limpeza não pode se restringir somente à quadros e componentes… o mais importante é a limpeza da relação. A sujeira acumulada trabalha como uma lixa, danificando e “moendo” as partes móveis.

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A dica da BikeForce é que o ciclista deve realizar uma limpeza superficial à cada pedalada e faça uma limpeza mais completa sempre que chegar com a bike muito suja.

-“As revisões parciais bimestrais são fundamentais pois a sujeira também se acumula dentro dos cubos e caixas”, lembra Reinaldo Freesz, sócio da BikeForce.

Uma dica muito importante é ficar atento aos produtos que irá utilizar para limpar a bike. Materiais de limpeza errados podem comprometer componentes, principalmente os de carbono, borracha e plásticos. Muito cuidado com a lavagem da bike. Por exemplo, esguichar grande volume de água na direção das vedações (como cubos e caixas) pode danificar os componentes.

Excesso de lubrificantes na corrente

-“Algumas bicicletas chegam com tanta graxa na corrente que as vezes é preciso mergulha-las em solução solvente”, diz Reinado Freesz. -“A corrente não precisa ser lubrificada em excesso. Basta uma gota de óleo, por exemplo, em cada elo para que ela funcione perfeitamente”, ele completa.

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A dica é lubrificar cada elo individualmente com 1 gota de óleo, girar o pedal várias vezes, e depois retirar o excesso com um pano limpo. Isto deve ser repetido de acordo com instruções do fabricante, contidas no rótulo. Cada tipo de óleo exige uma reaplicação à cada número de horas específicas.

Uma ótima dica é utilizar lubrificantes à base de cera. Eles são mais fáceis de limpar e aumentam a vida útil dos componentes.

Manutenção irregular

-“Algumas pessoas acham que as bicicletas são inquebráveis”, diz Eduardo Campos. -“Compram a bike e nunca mais a levam para uma revisão”, ele completa.

Isto oferece dois riscos: o de acidentes caso algum componente esteja danificado e se quebre durante a pedalada, e o desgaste prematuro destas peças necessitando investimento para substituição.

-“O adequado é realizar pelo menos uma revisão completa, semestral, na bike”, completa Eduardo. A suspensão é um caso à parte! Ela requer revisões mais frequentes, de acordo com especificações do fabricante. -“O custo de reparação de uma relação ou suspensão, por exemplo, é muito maior que o custo das revisões”, destaca Eduardo, que com frequência recebe componentes em final de vida útil por simplesmente não terem recebido as revisões necessárias.

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A dica é manter uma frequência específica de revisões em uma oficina de confiança e aprender sobre pequenas revisões que você mesmo pode fazer em casa: trocas de correntes, inspeção de sistema de freios, lubrificação, substituição e reposição de líquidos selantes, etc).

Atenção especial deve ser dada às suspensões. Cada fabricante tem um plano diferente de revisões baseadas nas horas de utilização. É fundamental seguir!

Alavanca de freios inatingíveis

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As manetes, ou alavancas de freios devem estar ao alcance dos dedos, especialmente os freios à disco. Muitas vezes este ajuste precisará da ajuda de um mecânico especializado por não ser suficiente somente ajustar o botão da manete. Pode ser necessário também trabalhar na pressão do óleo, na distância das pinças e no ajuste das fixações no quadro.

Freios mal regulados podem provocar ineficiência do sistema de frenagem, dores nas mãos e desgaste prematuro de componentes.

A dica é checar se as manetes estão na altura correta. Esta altura é a posição onde, com o indicador, você consiga posicionar a manete entre a falange distal (mais na ponta do dedo) e a média falange (do meio do dedo), justamente na dobra. -“Freios hidráulicos foram feitos para ser acionados com um único dedo. Se isto estiver difícil, há problemas”, lembra Reinaldo Freesz.

Suspensão mal configurada

Especialmente as suspensões ar/óleo possuem configurações muito pessoais. Há vários setups: compressão, retorno, velocidade de funcionamento… na prática isto quer dizer que você precisará encontrar o equilíbrio entre a macies do amortecimento e da velocidade com que ela retorna para a posição inicial após passar por um buraco.

-“Uma pessoa de 70 quilos, numa mesma bike, terá uma configuração completamente diferente de uma pessoa de 80 quilos”, diz Eduardo Campos.

Uma suspensão mal configurada poderá ocasionar o desgaste prematuro dos componentes e não oferecer o conforto esperado. Uma suspensão muito macia será tão ruim quanto uma suspensão muito dura.

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A dica é prestar atenção à tabela que relaciona pressão do ar interno da suspensão com o peso do ciclista. Todas as suspensões de boa qualidade trazem esta tabela adesivada na própria suspensão.

Para realizar os ajustes será necessário levar a bike à uma oficina especializada já que esta operação requer a utilização de uma bomba específica para suspensões, e caso necessário, ferramentas exclusivas para cada marca e modelo.


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Vale repetir que realizar as revisões periódicas conforme orientações do fabricante é fundamental. Afinal, todo mundo sabe a melhora que acontece quando você sai da oficina com a suspensão revisada!

A mesma coisa vale para os amortecedores traseiros.

Guidãos muito largos ou muito curtos

O tamanho do guidão irá afetar drasticamente o estilo de condução da sua bicicleta. -“Guidãos muito grandes, ou muito pequenos podem prejudicar inclusive a performance do atleta”, diz Eduardo Campos, que além de mecânico na BikeForce também é atleta de MTB.

Guidãos largos melhoram a postura e o conforto, desde que não tão largos. Em excesso eles podem gerar sobrecarga nos membros superiores e consequentes dores, além de dificultar a passagem por single tracks apertados.

Guidãos curtos diminuem o poder de reação e digiribilidade. Eles podem provocar lesões nos ombros e costas já que sobrecarregam a carga sobre estas partes.

O adequado é encontra o equilíbrio entre os extremos. Uma boa dica para isto é realizar um BikeFit.

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-“Ao realizarmos bikefits com nossos clientes quase sempre precisamos fazer ajustes nos guidãos. Além do tamanho, também trabalhamos na altura, posição das manetes e passadores”, lembra Reinaldo Freesz.

-“Uma forma bem simples utilizada hoje em dia para determinar o tamanho correto do guidão é igualá-lo à medida dos ombros”, destaca Eduardo Campos.

A escolha dos punhos também é fundamental. Eles garantem conforto e pegada adequada.

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Guilherme Guimarães Guedes Editor e produtor de conteúdos para o site BikeTribe.com.br. Atleta amador de Mountain Bike. Participo de competições por todo o Brasil. Administrador da Equipe Bike Tribe Team. Treinador: Prof. Daniel Adário da Adário Consultoria Esportiva
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