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Qual a cadência mais eficiente para o Mountain Bike?

Qual a cadência mais eficiente para o Mountain Bike?

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Um leitor do blog de Levi Bloom deixou uma pergunta nos comentários do seu site que o estimulou a produzir um conteúdo muito esclarecedor sobre cadências no Mountain Bike.

Ele questionou sobre qual a melhor cadência para o MTB, se 90 RPM comum no ciclismo é ideal ou se é melhor utilizar um torque mais alto com cadência menor.

Levi respondeu: -“Depende”!

Levi Bloom é treinador classe 3 da USA Cycling e recentemente tem se dedicado aos estudos biomecânicos de cadência.

Ele completou sua resposta da seguinte maneira:

Conforme eu já havia falado anteriormente, não existe “a cadência ideal”, ela difere entre atletas, mesmo quando falamos em bicicletas de estrada. No entanto, geralmente é aceita, para o caso do ciclismo, uma cadência constante de 90RPM, por ser mais eficiente e diminuir a ocorrência de fadiga.

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Para o MTB a coisa é diferente! Existem muitas situações que requerem diferentes cadências. Quando estiver na trilha o atleta deve esquecer completamente tudo que leu sobre cadência para o ciclismo.

Em geral, uma cadência mais lenta em uma relação mais alta (marchas mais pesadas) oferecerá mais estabilidade quando estiver pedalando em terreno técnico e irregular. Essa resistência adicional tornará muito mais fácil escalar e sobrepor obstáculos em perder a potência.

Digamos que você esteja no terreno muito esburacado. Será melhor usar marchas mais pesadas, colocando peso nos pedais com cadência mais lenta. Isto irá poupar seus membros inferiores e lombar já que evitará “trancos” (quanto mais pesada menos contato entre suas nádegas e o selim).

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Para trechos técnicos, você deve buscar mais torque e menor cadência. Isso permitirá que você ultrapasse os obstáculos e comece a pedalar novamente, sem girar em falso.

Se você estiver pedalando em estradas de terra, vá em frente e gire à 90RPM se quiser relaxar. Esta cadência é a mais recomendada para diminuir a fadiga e recuperar a musculatura. Mas mesmo assim, nem sempre o giro é tão rápido.

No entanto, uma coisa que eu já ouvi de alguns dos profissionais habituados com single tracks, é que eles usaram com sucesso uma “estratégia que eles chamam de “single speed” enquanto competem. Esta técnica vem sendo adotada entre os atletas de elite e consiste em escolher uma relação onde seja necessário trocar de marchas o mínimo possível. Ou seja, numa prova de single track eles reconhecem e memorizam de forma tão eficiente o percurso a ponto de saberem quais marchas utilizar em cada trecho.

Quando estão escalando, usam marchas mais pesadas e pedalam em pé, e quando estão em terreno plano ou trecho de transição do percursos, utilizam relação que permita cadência de 90RPM (para recuperar). Esta técnica é a que tem permitido utilizar com eficácia coroas maiores nas relações de 11 e 12v.

Basta assistir uma prova do Mundial ou Copa do Mundo de XCO para ver como os elites cada vez mais fazem as subidas prioritariamente de pé. Além disso, assistindo as provas você dificilmente verá disputas acirradas nos planos, pois nestes trechos, os competidores estão se recuperando.

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Então, a técnica é simples, catracas mais pesadas nas escaladas e giro mais leve nas baixadas, para se recuperar, buscando a cadência de 90RPM. O objetivo é guardar sua energia para as partes difíceis, e pedalar mais leve onde o esforço extra não produz muita diferença de velocidade (ou seja, pedalar duro em uma escalada pode realmente fazer diferença contra a sua concorrência, enquanto girar com moderação nos planos permite velocidades bem semelhantes e ainda economiza energia).

A ascensão das relações de 1 coroa permitiu que esta técnica se tornasse muito mais eficiente. Quem se lembra antigamente, onde as coroas dianteiras eram maiores que as catracas traseiras? Isso mudou! Hoje temos coroas muito pequenas em relação às catracas traseiras. A eficiência e velocidade que uma relação deste tipo produz, com esforços menores, é incrivelmente diferente.

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Numa baixada, pedalar uma relação 10/11X34 é muito mais eficiente que as antigas 38/42X11 devido ao menor esforço e maior economia de energia, sem perder muito na velocidade final.

O resumo disso é que, na maioria dos casos, você terá uma experiência melhor se você utilizar uma relação mais pesada nas subidas de MTB, em vez de girar à 90 rpm o tempo todo.

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