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4 tendências para o Mountain Bike brasileiro em 2018

4 tendências para o Mountain Bike brasileiro em 2018

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#1 – 2018 será o ano das ultramaratonas

Em 2018 os amantes da grandes provas se deliciarão!!! E nós do Bike Tribe amamos este tipo de prova!

As competições de mais de 1 dia dominarão o calendário. Tradicionalmente, neste formato, sempre tivemos somente o Iron Biker, e de uns anos para cá surgiram o Brasil Ride, Sertão Diamante, Cerapió e IBTT. Em 2018 teremos várias. Listamos algumas abaixo. Se você lembrar de mais alguma conte para nós nos comentário.

#2 – Finalmente teremos um brasileiro no pódio mundial

Provavelmente, quase com certeza, Nino Schurter será novamente a grande estrela do MTB em 2018. No entanto a segunda colocação está muito indefinida. Em 2017 Nino dominou a primeira posição do pódio, mas as 2º e 3º colocação foram revezadas por atletas como Mathieu (HOL), Anton Cooper (NZL), David Valero Serrano (ESP), Absalon (FRA), Kulhavy (CZE), Thomas Litscher (SUI), Tempier (FRA), Jordan Sarrou (FRA), Mathias Flueckger (SUI), Gerhard (ITA) e Anton Sintsov (RUS). Ou seja, definitivamente não há um favorito para ocupar o segundo degrau do pódio. E é aí que o Brasil vem com grandes chances. Apesar de Avancini não ter subido no pódio em copas do mundo e mundiais, 2018 pode ser o ano em que ele experimentará esta sensação. Acreditamos nisto pois ele vem de um excelente resultado no mundial da Austrália, da classificação em 5º no ranking mundial UCI, e vem crescendo à cada dia. Se tudo correr bem podermos vê-lo no pódio de alguma etapa da Copa do Mundo ou até mesmo no Mundial 2018.

#3 – O XCO está morrendo no Brasil

É duro dizer isto, mas isto é uma tendência. Claro que falar que ele vai morrer é muito drástico, afinal há grandes eventos que sustentarão uma pequena chama do MTB mais técnico: CIMTB, Campeonato Brasileiro e Campeonatos Estaduais, entre outros. Mas a grande verdade é que o Brasil está se tornando um país onde as competições de XCO são cada vez mais escassas. Se você não concorda, tem seu direito, no entanto o calendário oficial da CBC não mente! O grande número de provas supervisionadas ou organizadas pela entidade são de maratonas. Isto não significa dizer que não haverá provas com nível técnico elevado… pelo contrário… se o Iron Biker, Sertão Diamante, IBTT, por exemplo, mantiverem os níveis de 2017, teremos provas em single track tão ou até mais duras e técnicas quanto as de XCO. Mas estes são casos isolados. A tendência em 2018 é termos, tando no calendário oficial, como no calendário amador, cada vez mais competições de “estradão”. E a consequência disso é a diminuição cada vez maior das nossas chances no cenário mundial.

Para quem ainda não concorda, analisando o calendário CBC e fazendo uma conta básica de padeiro, serão 51 provas de maratona contra somente 14 provas de XCO em 2018.

Em países onde o MTB é forte o XCO domina.

Ainda duvida desta tendência?

#4 – O mountain bike vai “envelhecer” cada vez mais… não formaremos jovens talentos em número suficiente

Para falar sobre esta tendência vou usar como exemplo os resultados da Copa de Amadores da CIMTB em Congonhas 2017. Dos 5 primeiros lugares das categorias (considerando as categorias Master, Cadete e Expert) constatamos que a diferença de tempo entre os Masters e Experts é muito pequena. Na média os 5 primeiros da Master fizeram a prova em 1:55h enquanto os 5 primeiros da Expert fizeram uma média de 1:51h. 4 minutos médios entre duas categorias onde as diferença de idade podem chegar à 30 anos.

No MTB experiência conta sim, mas tanta paridade de tempo demonstra que os atletas mais novos, com mais energia não estão chegando forte nas principais competições do Brasil.

Quer mais exemplos? Veja abaixo o número total de inscritos na CIMTB por categoria, em todas as etapas:

  • sub 15: 43
  • sub 17: 54
  • junior: 49
  • sub 30: 69
  • sub 35: 59
  • sub 40: 64
  • sub 45: 54
  • sub 40: 44

Ou seja, o volume de atletas entrando no MTB é pequeno, muito diferente do que vemos em outros esportes individuais. Na natação, corrida, atletismo, fazendo uma analogia com as categorias do MTB, quando o atleta começasse a entrar nas categorias sub30, sub35 ele não estaria mais entre os tops. Nas categorias sub40, sub45 seria quase impossível disputar uma competição em alto nível (salvas raríssimas excessões).

No entanto no MTB estamos vendo as categorias superiores batendo guidão com a garotada!

Pode ter certeza que isto não é porque os mais velhos estão cada vez mais brutos… É sim, porque os mais novos não estão ficando brutos!

No feminino a situação é ainda pior!

Isto não é uma tendência do nosso esporte! Veja por exemplo quem são os 2º, 3º e 4º melhores atletas suíços de MTB… são garotos muito novos. Se não os conhece, dá uma “googlada” aí para conhecer!

A pergunta que fica é: -“o que está faltando para nosso MTB se desenvolver e forma jovens talentos”?

 

Concorda? Discorda? Vamos discutir…

Deixe sua opinião!!! Vamos compartilhar...

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